Você se dá carinho?

A maioria das pessoas deve concordar com aquela frase que nossas mães e avós sempre falam “ninguém é melhor que ninguém”. Então, por que as vezes mesmo assim, cuidamos com mais carinho das outras pessoas do que da gente mesmo? Por que muitas vezes nos despedaçamos para manter as outras pessoas inteiras?

Isto pode ter duas razões, a autoestima frágil ou superproteção. Vou falar uma pouquinho de cada uma delas:

Autoestima frágil: Nesse caso nos sentimos pior que as outras pessoas, achamos que nossas vontades e opiniões são menos importantes e dessa forma, acaba que realmente as outras pessoas começam a respeitar menos e considerar menos nossos desejos, fazendo-nos sentir ainda menos confiantes. Transformando a situação num ciclo vicioso.

Dica para essa situação: Lembre-se, você também merece ser respeitada! Aos pouquinhos tente dar mais sua opinião sobre os assuntos. Não deixe para lá quando alguém não te levar em consideração, questione. Por exemplo: ao precisar escolher um filme para ver no cinema estando num grupo, você pode sugerir uma votação, para que a opinião de todos seja ouvida, inclusive a sua.

Superproteção: Às vezes sentimos que amamos tanto uma pessoa que não suportamos ver o sofrimento dela, ou achamos que nós conseguimos passar por aquela situação ruim, mas que a outra pessoa não suportaria. E dessa forma, fazemos de tudo para que a pessoa amada não se fruste e não passe por situações difíceis ou complicadas, prejudicando nossa saúde mental para isso. Além disso nos sobrecarregar, impede que a outra pessoa aprenda a lidar com as situações difíceis, que inevitavelmente irão acontecer ao longo de sua vida, deixando-a despreparada.

Dica para esta situação: Lembre-se que situações difíceis fazem parte do ciclo natural da vida e é impossível evitá-las, por isso não se culpe pelo sofrimento dos outros. Ajude com o que esteja ao seu alcance, mas não a ponto de afetar sua saúde mental, converse muito, dê dicas, esteja lá como ombro amigo. Isso já ajuda muito a outra pessoa e ainda faz com que ela fique mais resistente às próximos tempestades.


Amanda Lobo | Psicóloga
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Terapia Cognitivo-Comportamental, Avaliação Neuropsicológica e Autismo.
CRP-04/50160